imprimo-te abstrato
fascínio
decoro-te de pé
e salteado
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
minto

aprendi com boa gente
com um certo Pessoa
dando Bandeira
escorrendo Buarque
na boca de Quintana
ou seria Quintela?
divaguei em Mários braços
Peitos e beiços de Pagu
prosas de Passos
perdi-me concreta Haroldo de Campos
talvez Arnaldo Antunes
deitei-me com dos Anjos
acordei com Baudelaire
e ao me ver viúva de Matos
deleitei-me com Melamed!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
sutura
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
lobotomia
quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ceguei-me do olho esquerdo
de tão desgastada
não quis ver as chagas
que eu mesma abri
antes de ferir-me
mais algumas vezes
calei a aflição
na tentativa da conversão
desferi golpes certeiros
contra carnes moles
e pensamentos impuros
até não conseguir respirar
só aprendi viver assim
consumindo-me em perdas
queda a queda, gota a gota
clamando pelo novo
mãos estrangeiras
buscaram a re-vida
em vão
morri duas vezes.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
expurgo
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Esculpida em Carrara
Essa sou eu, ou é ela, não sei dizer. Não sei mais quem sou eu. Talvez por isso faço bustos de mim mesma, dezenas deles espalhados pela casa e com os amigos. E mesmo que digam que se parecem comigo, eu nunca me vejo neles. Nem ao menos me reconheço em espelhos. Na verdade não há nada que me distinga das outras, tantas iguais que não se sabem mais, tanto quanto eu não me sei.
Agora estou aqui tentando rememorar o que houve de errado comigo, até que ponto está em minhas mãos isso que me tornei. Poderia dizer que chega de histórias e levar as coisas como são, como vem, mas não é assim.
Lembro de pedir para a minha mãe deitar ao meu lado até eu dormir, mas não lembro se ela se deitava comigo ou não.
Talvez seja como minha avó dizia, vida de gato, sete vidas, muitas vidas!
Eles me dizem que não queriam que fosse como sou, pois pessoas como eu não aprenderam a confiar. Querem fazer amor comigo e têm medo, o sexo é o início do fim. Não temo os homens que somem depois da primeira transa, aliás eles são os mais comuns, inofensivos.
Os que dizem que não vão a lugar algum são os que realmente me assustam, os que querem pagar para ver. Não queria que fosse assim, mas é.
Gatos mesmo que jogados de certa altura caem de pé, com as quatro patas para baixo, assim como tem que ser.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
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