
vendo o rasgo
que a realidade abriu
costurou saias
cada vez mais compridas
mas a chaga faminta
corrompia os limites
comia-lhe cada vez mais
o verbo e a carne
amputou-te um membro
e manca de uma perna
seguiu negando
assumir-se em muleta
e a ferida aberta
rompia as suturas
tomou-te as sobras
revelando-se o avesso.
2 comentários:
Esta chaga que alimenta-se de carne e verbo, fora causada por terceiros ou criada pela própria ância de libertar-se dos ciclos e vicios?
Essa pergunta é uma breve retórica do que senti ao ler..
Gostei muito!
obrigada, Wile!
admiro sua verve de compositor e é um leitor atento, gostei muito de sua leitura.
beijo!
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