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quinta-feira, 28 de abril de 2011

subsolo



























cada segundo descansa sob
as horas cativas e inertes
fazem-me fórceps e vértice
na intenção de ser

ah, belo desmundo de não-ser
é tão leve e oportuno
quase um endeusamento
do inexistir

sangria doce e mal cheirosa
que vinga a culpa na carne
desonra a palavra e não cala
apenas exala o cheiro do sonho
de não ser

atrevi-me a entrar em teu mundo
que declinou-se no meu
verde e vertido no soco seco
da vasta invenção de ser

6 comentários:

Celso Mendes disse...

No corrido tempo que não me deixa acompanhar tuas postagens nas comunidades, uma visita aqui, quando vejo que postas é o mínimo para saciar a sede de Pagu. Belíssimo poema: sempre impactante e riscado com palavras precisas e intensas. Na intenção de ser à vasta invenção de ser, és!

Beijo!

Larissa Marques disse...

obrigada, Celso, por estar sempre presente e ser-me presente!
beijo!

Irani Medeiros disse...

Larissa li seu poema, gostei muito. Continue escrevendo, com certeza terás um espaço dentro da moderna poesia brasileira. Medeiros.

L. Rafael Nolli disse...

Larissa, mais um daqueles inconfundíveis! Existencialismo saindo pelos poros do poema. Muito bom!

Ps* Belas fotos!

SoulCarv disse...

oxii, o inverso do ordinário ao extremo. Abçs!!!

Larissa Marques disse...

amores, obrigada!