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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

soul-te




nunca deixei ilusões sob o travesseiro
nem sequer meu cheiro quis deixar 
de algum jeito pra jamais lembrar



sei que o melhor habitava 
os lençóis revirados
você entre minhas pernas 
e sua barba por fazer


sempre andei segura
quando via você partir
deixava um sorriso cair
e nem pedia pra você ficar


mesmo agora posso ver
aquele olhar saindo
e vi lágrimas rolando
e eu iria até o fim


um dia vai perceber que me vê 
em tudo que quer esquecer
vai desejar com força 
eu nunca ter existido

e nunca ter me conhecido

Um comentário:

Carmem Grinheiro disse...

Larissa, não podia ir-me embora sem lhe gabar este poema lindíssimo, intenso, que resume em seus versos a força de alguém que não admite vida de ilusões. Belíssimo.
Bj amigo Carmem