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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ilusões de ótica




























as taças da bebida verde
dizem que é fogo
os basculantes avessos
falam em vômitos
os homens juram que é sexo
e as moças sonham que é amor

digo que é fumaça

a bebedeira engana
a náusea repele
a jura mente
os sonhos pervertem
a fumaça disfarça

e na bruma
entre espelhos embaçados
seres descolorados procriam
sorrisos desbotados
dispostos em janelas cinzas
voltadas para mundos de chaminés.

6 comentários:

Celso Mendes disse...

construímos nossa ilusão dia pós dia e nos embrenhamos nela. um poema denso que se resume em fumaça. belíssimo. já reli várias vezes.

beijos!

Leonardo B. disse...

[quão longa a estrada da ilusão, onde o principio e o fim se confundem... mas na palavra não!]

um imenso abraço, Larissa

Leonardo B.

wile Ortros disse...

No final não importa quem jurou ou sonhou, menos ainda se era puro fogo ao que desbota só restam as cinsas e se espalham ao primeiro vento.

Larissa se quiser pode apagar.. mas tenho que dizer!

Esse ficou FODA!

Bjo

Rúbida Rosa disse...

Em questão de linguagem teus escritos vão além. Lindo o teu blog.Irei seguir.
Abraços literários!

Larissa Marques disse...

obrigada, queridos!

Flávia Amaro disse...

Quanto mais leio mais gosto dos seus escritos. Parabéns pelo blog, eu particularmente adorei.Abraços.