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terça-feira, 19 de julho de 2011

quando diz que já



























não te olho como antes
percebe que algo nosso
se perdeu pra sempre
e já não posso mais
resgatar as pedras
do caminho sem volta

ergo-me farta desse
sentimento moribundo
que insiste em ruminar
e ruminar como se tivesse
eu dez estômagos
e não tenho

jaz como era
jaz como eu era
matei meus olhos
com lágrimas e poeira
que deixou quando me
ultrapassou pela estrada de chão
se não te olho como antes
é porque não te vejo mais.


(fotografia de minha autoria)

4 comentários:

Celso Mendes disse...

puxa, Larissa, é um poema muito intenso e pessoal, mas transcende uma vida e se estende para todas que recomeçamos a cada dia. ou a cada momento, se preferir.

"jaz como era
jaz como eu era
matei meus olhos
com lágrimas e poeira"

reverências à poesia...

beijo.

Larissa Marques disse...

obrigada, Celso! Beijo!

A Mina do cara! disse...

uma poesia forte a sua.

beijo pro cê.

Larissa Marques disse...

Obrigada, amores!